segunda-feira, 24 de junho de 2013

                             Olá, sou Elinoaite Oliveira dos Santos, licenciada em Matemática com ênfase informáticapela Universidade Paulista (UNIP). 
                             Ministro aulas na EE Profª Raquel Saes Melhado da Silva em Hortolândia-DE deSumaré
                            Sou uma profissional que procuro sempre estar ampliando meus conhecimentos  e minhas metodologias pedagógicas, através de estudos e principalmente troca de experiências.
                             

Alunos trabalhando a equação 2º grau em sua contextualização


Contextualizando a teoria com a prática= equação de 2º grau.


Olá queridos, postei meu plano de aula  do 9º ano para compartilharmos experiência.

                                                                                              Até mais! Elinoaite

        Plano de aula para o 9º ano

Ø  Conteúdo: Equação do 2º grau trinômio quadrados perfeitos, números e relações.

Ø  Público alvo: Alunos no 9ª ano (8ª série)

Ø  Tempo previsto: 10 aulas

Ø  Habilidades/Competências: H15 (6ª série/7º ano) Resolver problemas com números racionais que envolvam as operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação). Equações – Grupo de Competências III e H19 (8ª série/9º ano) Resolverem problemas que envolvam equações do 2º grau – Grupo de Competências III

Ø  Objetivo Geral: Compreender e explorar em diferentes contextos os processos de cálculos para resolução de equações de 2º grau e enfrentamento de situações-problema envolvendo equações.

Ø  Objetivos específicos: Estudar as equações do 2º grau com uma incógnita, incluindo os procedimentos de resolução e as propriedades que envolvem as raízes dessas equações e a resolução de alguns problemas que utilizam equações desse tipo.

Ø  Justificativa: Justifica-se este estudo, pois, contribuirá com entendimento referente à utilização da equação de 2º grau em nosso dia-a-dia; o estudo da equação demonstra a necessidade de conhecimento de formas de resolução, relacionando aplicações e aspectos históricos. Instigar a curiosidade e interesse do aluno é peças chave para a aprendizagem.

Ø  Procedimentos metodológicos
Ø  - Levantamento dos conhecimentos prévios que os alunos possuem sobre equação através da roda de conversa;
Ø  - Calculo de área da sala de aula.
Ø  - (Contextualização histórica sobre o surgimento das equações de 2º grau.“ historia da matemática” )
Ø  - Proposição de um problema envolvendo a transposição da situação para uma equação do 2º grau.
Ø  - Retomada do problema proposto na aula anterior e da equação gerada a fim de buscar soluções para a equação por meio do método de completar quadrados;
Ø  - Proposição de um novo problema com o objetivo de permitir que os alunos transcrevam a situação para a linguagem matemática através de uma equação do 2º grau e busquem maneiras de resolvê-la.
Ø  - Retomada da aula anterior de modo a socializar os procedimentos de resolução encontrados pelos alunos;
Ø  - Formalização do método de completar quadrados e resoluções de equações do 2º grau a partir deste método.
Ø   
Ø  Recursos:
Ø  Textos didáticos, poemas matemáticos, caderno do aluno 9º ano/8ª série do 2º Bimestre, lousa giz, lousa interativa softwares como: Geogebra, cabri geometri.

Ø  Avaliação: Verificar se os alunos desenvolveram as seguintes habilidades, por meio de observação na resolução de problemas, na participação em grupos e na socialização das respostas: Compreender a resolução de equações de 2º grau e saber utilizá-las em contextos práticos; Compreender a noção de função como relação de interdependência entre grandezas; Saber expressar e utilizar em contextos práticos as relações de proporcionalidade direta entre uma grandeza e o quadrado de outra por meio de uma função de 2º grau e em forma de prova escrita individual e também em grupo.

Ø  Recuperação: Trabalhar a resolução de situações problemas envolvendo equações de 2º grau de forma contextualizada e do cotidiano.

Ø  Referências: Currículo de Matemática (SEE-SP); Matriz de Referência do Saresp-2011,livros didáticos e internet para pesquisa de novas situações problemas..



terça-feira, 11 de junho de 2013

PLANO DE AULA

TEMA: TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES

Discutir os hábitos alimentares da turma é uma boa porta de entrada para trabalhar a produção e análise de diferentes instrumentos de organização de dados

Justificativa:


No nosso dia-a-dia temos contato com jeitos variados de organizar informações e é na escola que os alunos têm a oportunidade de aprender a observar e analisar esses instrumentos. Nesta sequência, a turma conversará sobre os alimentos naturais e não naturais consumidos diariamente e organizará os dados em tabelas e gráficos. As atividades propostas ajudarão ainda a refletir sobre qualidade dos alimentos versus quantidade de calorias.



Habilidades e competências:

No grupo II e III de competências seria realizar e compreender tabelas e gráficos e as habilidades seriam associar informações apresentadas em listas ou tabelas simples aos gráficos que as representam e vice-versa, resolver problemas que envolvam informações apresentadas em tabelas e gráficos.

Objetivos:


- Coletar dados e organizá-los em tabelas e gráficos.

- Ler e comparar informações de tabelas e gráficos de barras.


Conteúdo:

Tratamento da informação: tabelas e gráficos.

Ano:

6º ano.

Material necessário:

Papel, régua, lápis, cartazes e cópias com as tabelas e os gráficos que serão trabalhados.

Tempo estimado:

Três aulas.

Desenvolvimento:



1ª aula

Proponha que os alunos se dividam em duplas ou trios e conversem sobre os alimentos naturais e não naturais que cada um consome diariamente. Depois, peça que os grupos compartilhem relatos e opiniões com o restante da turma, enquanto você anota na lousa os alimentos mais citados. Em seguida, oriente os alunos a escolher dois itens da lista e dizer em que quantidade eles os consomem por dia - anote o número de porções ao lado do respectivo alimento. Solicite que todos observem os dados da lousa e pergunte se é possível organizá-los de outra maneira. Escute e registre as sugestões. Depois, peça aos alunos que voltem a trabalhar em grupos: metade irá organizar as informações levantadas em tabelas e a outra metade, em gráficos de barras. Se necessário, mostre exemplos publicados em jornais e revistas, permitindo que os alunos usem o material como modelo e relembrem critérios importantes, tais como dar nome ao gráfico ou tabela, selecionar informações, decidir o intervalo dos números que serão tabulados, entre outros. Circule pela sala de aula, tirando dúvidas. Após todos concluírem e socializarem o material produzido chame a atenção para os títulos usados - questionando a turma sobre quais deles favorecem a compreensão do assunto tratado - e também para os diferentes intervalos e critérios. Comente ainda a freqüência de consumo dos alimentos, se eles são naturais ou não naturais e quais contribuem com a nossa saúde.

2ª aula
Peça que os alunos observem dois cartazes: um com o gráfico de barras sobre os alimentos mais consumidos no recreio de uma escola durante três dias e outro com a tabela sobre a quantidade de biscoitos e salgados indicada por especialistas para o período de uma semana.

Frequência dos alimentos consumidos no recreio durante três dias:
GRÁFICO SOBRE ALIMENTOS MAIS CONSUMIDOS PELAS CRIANÇAS
DE 7 A 14 ANOS.
fonte: reportagem da Revista escola





Peça que os alunos se organizem em duplas e entregue a cada grupo uma cópia do gráfico e da tabela acima. Oriente-os a desvendar e registrar algumas informações sobre o material. Nesse sentido, você pode propor questões como:



PARA O GRÁFICO:


Com que faixa etária a pesquisa foi realizada? Onde encontramos essa informação?

- Onde encontramos a quantidade de alunos que consome cada alimento?

- Qual é o alimento mais consumido pelos alunos? Qual é o menos consumido?
- O que há em comum entre os alimentos mais e menos consumidos? Qual é a diferença entre a quantidade desses dois alimentos?
- Quantos alunos participaram da pesquisa? Onde encontramos essa informação?
- Os alunos dessa escola gostam mais de biscoitos ou frutas? De salgados industrializados ou lanches caseiros? É possível dizer se a alimentação desses alunos é saudável ou não?


PARA A TABELA:



- Qual é o tema tratado na tabela? Onde encontramos essa informação?

- Qual é o alimento mais calórico? E o menos calórico?
- Qual é a quantidade de biscoito recheado sugerida para uma semana? Quantas calorias essa quantidade representa?
- Quais alimentos da tabela estão presentes no gráfico?
- Para ingerir menos calorias, qual desses alimentos é melhor escolher? Por quê?
- Como saber o que cada coluna representa?

3ª aula 

Sugira que os alunos comparem as informações da tabela e do gráfico que eles produziram na primeira aula com o material analisado na segunda aula, propondo as seguintes questões: Quais alimentos aparecem nas duas tabelas? Qual é o alimento mais consumido pela classe? Esse alimento aparece no gráfico analisado? Ele está presente na tabela que mostra as calorias dos biscoitos e salgados? Que conclusões importantes podem ser tiradas sobre os alimentos mais consumidos pela classe e os alimentos analisados a partir da tabela e do gráfico?



Avaliação:



Para verificar se os alunos são capazes de ler informações contidas em gráficos de barras e tabelas, proponha outras coletas de dados na classe, como atividades realizadas fora da escola e alimentos mais consumidos no final de semana. Observe se há a presença de título, nomes nas colunas das tabelas e referências nos eixos dos gráficos. Se preferir, use tabelas e gráficos prontos a fim de que os alunos façam a leitura das informações.


terça-feira, 4 de junho de 2013

APRESENTAÇÃO DO GRUPO 3


FELIPE RIBEIRO SGARBOZZA

Olá à todos os colegas cursistas! Tenho 26 anos e sou professor efetivo na esferal estadual há 2 anos, apesar de lecionar desde 2008. Atualmente, atuo na E.E. Dr. Francisco de Araújo Mascarenhas, em Paulínia-SP. Sou mestrando do programa de pós-graduação de Química da UFSCar, na área de Ensino de Química. Casado há 3 anos, com minha pretty woman Emanuele e, temos uma linda e fofa criança de 2 anos e meio: Leonardo, que AMAMOS MUITO! Desejo à todos vocês, UM ÓTIMO CURSO!




GISLEINE FERNANDA MANCINI NICOLETE

Tenho 33 anos, formada pela faculdade UNIMEP desde 2005, curso ciencias-habilitação em quimica, especialização em ensino de matematica pela UNICAMP desde 2012, sou professora do estado de São Paulo desde 2005, estou a 4 anos com sede na EE. Vereador Euclides Miranda, onde também cursei o ensino fundamental.
Sou casada á 3 anos, não tenho filhos, meu marido esta estudando letras, e também quer ser professor, daqui a pouco seremos uma familia de educadores buscando fazer a diferença na educação....

sexta-feira, 31 de maio de 2013

DEPOIMENTOS SOBRE ALGUMAS DE NOSSAS EXPERIÊNCIAS
COM A LEITURA E A ESCRITA

"A leitura, além de ser um momento de fruição, nos faz descobrir e redescobrir como seres humanos, ampliando os nossos horizontes e perspectivas, formando-nos cidadãos críticos, autônomos e detentores de diversos saberes. A leitura para nós é quase uma religião: nos conecta ao transcendental, um mundo incrível e sem fronteiras: o mundo das ideias, da fantasia e da imaginação"


FELIPE RIBEIRO SGARBOZZA:

"Minha experiência literária se deu logo em meus primeiros anos de vida. Desde pequeno, sempre influenciado à leitura pela minha família, principalmente, pela minha mãe que é educadora nos anos iniciais.
Sempre tive contato com livros e, mesmo sem saber lê-los, adorava observar as figuras. Ao término do pré-primário já me arriscava em minhas primeiras leituras!
Entretanto, foi aos 7 anos que mergulhei em um mundo onde me identifiquei completamente com o universo das letras. Neste momento cursava a primeira série, e minha professora chamava-se Helena, cujo nome me identifiquei de princípio, uma vez que admirava a professora "Helena" de Carrosel, sucesso em sua edição mexicana e que fez parte da infância de minha geração.
Logo nos primeiros dias de aula, Helena disse à minha turma que iríamos realizar uma festa para receber nosso primeiro livro didático. Esta festa foi marcada por uma animada apresentação, onde eu e meus colegas interpretamos a canção "Vamos construir", sucesso de Chitãozinho e Xororó em conjunto com Sandy e Jr. Após a apresentação, cada aluno recebeu seu primeiro livro: "Caminho Suave"!
Deste dia em diante, tive certeza da minha paixão pelos livros, tendo sempre um deles por perto. A leitura é a janela para o mundo! É por meio da leitura que nos deparamos com a realidade a nossa volta e também com os fatos que podem contribuir com uma boa vivência.
Atualmente, como professor, tenho orgulho de afirmar que minha paixão pela profissão se deu através dos livros!"

DEPOIMENTO DE GISLEINE

Eu, ao contrario dos meus colegas que tiveram influencias literárias, fui criada pela avó materna, ela fez somente o primeiro ano do primário, era semi-analfabeta, tudo que ela aprendeu foi devido a convivência com pessoas, por ter um comercio varejista, ela tem um raciocínio muito bom, escreve com erros, mas nada que impedia a compreensão, é ótima nas contas, ninguém "passa a perna nela", ela sabe que o estudo é importante, por isso investiu em mim, porque os filhos também não deram continuidade aos estudos, restou eu, pra realizar o sonho dela de formar um filho, como eu fui neta/filha, e sempre gostei de estudar, consegui me formar, mas, também não sou muito fã de ler e escrever como ela, ai a escolha por exatas, mas, como tudo é ler e escrever, mesmo em exatas, aprendi a gostar. Agora com a escrita minha experiência sempre foi a suficiente para escrever uma cartinha romântica, poemas no caderno, e claro nos estudos em geral, mas, não me considero uma excelente escritora, sou apenas alguem que gosta de escrever quando precisa escrever.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

DEPOIMENTOS DE PERSONALIDADES: EXPERIÊNCIAS DE LEITURA E ESCRITA

J. C. Violla

                                   

Bailarino, coreógrafo, ator e professor de dança

Dinâmico e cheio de vida, Violla encontra na literatura um contraponto para a sua agitada arte corporal: "A leitura é uma coisa absolutamente importante para mim", declara. Ela ajuda a concentração, me leva para dentro, me acalma e alimenta espiritualmente. Quem trabalha muito com o corpo geralmente passa a vida preocupado apenas em esticar a perna, alongar o braço, fazer belos arabescos, enfim, fica preso demais ao próprio físico. Eu não queria ficar assim. Queria “esticar a cabeça” também. Sou ávido por conhecer as coisas, saber mais. Faço questão de estar bem informado e antenado com o mundo.
Fonte: Depoimento feito ao site da Livraria Cultura em 2004.

                                                    Marilena Chauí
                        

Professora de Filosofia da USP

O livro é um mundo porque cria mundos ou porque deseja subverter este nosso mundo, considera a doutora em Filosofia Marilena Chauí: Eu costumo falar no esplendor do livro porque ele abre para mundos novos, ideias e sentimentos novos, descobertas sobre nós mesmos, os outros e a realidade. Ler, acredito, é uma das experiências mais radiosas de nossa vida, pois, como leitores, descobrimos nossos próprios pensamentos e nossa própria fala graças ao pensamento e à fala de um outro. Ler é suspender a passagem do tempo: para o leitor, os escritores passados se tornam presentes, os escritores presentes dialogam com o passado e anunciam o futuro.
Fonte: Depoimento feito ao site da Livraria Cultura em 2004.

Danuza Leão

                          
Jornalista e escritora

"Adoro ler, e leio qualquer coisa que chegue às minhas mãos, de bula de remédio a dicionário, é uma mania. Mesmo na infância, não brincava de boneca nem de casinha, mas devorava revistas em quadrinhos e livros. Só queria ficar no quarto lendo, lendo, lendo." Suas leituras nunca seguiram um critério, conforme esclarece: Se um amigo que me conhece bem indica um livro, vou lá e compro, e se encontrar um largado num avião também leio inteiro. E não me guio muito pela lista dos mais vendidos. Sou uma anarquista mental. Tudo que aprendi foi vivendo, e acho que tive uma vida muito rica. Aos 16 anos, meus amigos de todo dia eram Di Cavalcanti, Vinicius de Moraes e Rubem Braga. Foi através do convívio com pessoas excepcionais como eles que aprendi as coisas. Não saberia explicar os livros que li e a razão pela qual alguns me impressionaram mais. Que me desculpem os literatos, mas para mim ou um livro é bom ou não [...].
Fonte: Depoimento feito ao site da Livraria Cultura em 2004.

                                                  Newton Mesquita
                           

Pintor

Da mesma forma como coloca sua alma nas imensas e maravilhosas telas que pinta, o arquiteto e artista plástico Newton Mesquita busca, na literatura, uma comunhão com o universo revelado pelo autor: "Quando você vê um quadro e gosta muito, a sensação é a de que aquela imagem sempre esteve dentro de você. Com o texto é a mesma coisa: aquilo toca na sua essência e detona tantas ideias e fantasias que se torna parte de sua vida", explica. A leitura e a música são fundamentais na vida desse prestigiado artista: "Se eu pudesse ter mais duas profissões, gostaria de ser músico (já toquei piano em boates durante alguns anos) e de escrever muito bem, como o Rubem Fonseca", declara. Os livros me fascinam. Antigamente, quando eu era moleque, eles me pegavam pelas histórias, porque me davam a possibilidade de ir a outros países, conhecer outras civilizações, outras pessoas, ver como elas viveram, o que pensaram, descobriram e escreveram. Fui criado muito sozinho, e os livros eram meus companheiros. A leitura, nessa fase, é uma ginástica para a imaginação. Você fica imaginando os lugares, as situações, os personagens alguns tornavam-se amigos íntimos meus. Meu filho se chama Pedro por causa do Pedrinho do Sítio do Pica-pau Amarelo.
Fonte: Depoimento feito ao site da Livraria Cultura em 2004.

                                          Anna Verônica Mautner
                   

Psicanalista

Ainda bem que poetas existem para falar sobre a dor do ressentimento, sentimento horrível que nos faz culpar outros. Isso não passa de mera aparência, pois, na verdade, está na dor que surge de não ter podido triunfar sobre algum outro, que vemos malvado. O ressentimento fala sempre de derrota. E eu, que não sou poeta, fico só com o constrangimento de calar diante da estreiteza da minha linguagem. Não poetejo. Minha ciência e eu cá ficamos constritos e acanhados, porque nos vemos obrigados a nos esquivar de explicar tantos sentimentos, tão humanos.

Fonte: Folha de S.Paulo, 19 fev. 2004.

                                                Contardo Calligaris
                             

Psicanalista

A função essencial da literatura, a seu ver, é a de libertar o ser humano: A literatura é o catálogo das vidas possíveis e impossíveis. Quanto maior for nossa liberdade, mais necessário se torna ter um catálogo de experiências possíveis para poder exercê-las. Porque ninguém é capaz de inventar uma vida a partir de nada. A vida é inventada a partir de uma combinatória de sonhos que já foram sonhados. A literatura é um meio de aprender a sonhar a própria liberdade. Foi onde aprendi que podia e talvez precisasse viajar, “perder países”, como dizia Fernando Pessoa. Na literatura, descobri que havia alhures e que só esses alhures podiam dar algum sentido ao lugar onde, por acaso, eu tinha nascido.
Fonte: Depoimento feito ao site da Livraria Cultura em 2004.

                                                        Nina Horta
                    

Dona de bufê e autora de vários livros sobre culinária

A influência da leitura em minha vida? Foi até um exagero. Muitas vezes deixei de ver ou de viver coisas concretas porque estava lendo sobre elas. Mas é que ler me dá um prazer muito grande mesmo. Sou viciada em leitura, e isso já se tornou parte de mim. Na minha casa, não dá para andar de tanto livro. E quando viajo levo uma batelada comigo (escondido do meu marido). Acho que, hoje, os livros são minha única tentação em matéria de consumo. Se quero comprar algo, é livro. Não consigo nem imaginar como teria sido minha vida sem eles, pois é deles que vêm quase todas as minhas referências.

Fonte: Depoimento feito ao site da Livraria Cultura em 2004.

 Antonio Candido


Crítico literário e ex-professor de Teoria Literária na USP

As produções literárias, de todos os tipos e todos os níveis, satisfazem necessidades básicas do ser humano, sobretudo através dessa incorporação, que enriquece a nossa percepção e a nossa visão do mundo. [...]. Em todos esses casos ocorre humanização e enriquecimento, da personalidade e do grupo, por meio de conhecimento oriundo da expressão submetida a uma ordem redentora da confusão. Entendo aqui por humanização (já que tenho falado tanto nela) o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante.

Fonte: CANDIDO, Antonio. Direitos humanos e literatura. In: ______. Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2004.

Moacyr Scliar
                                

Médico e escritor

"Todos os dias eu sento e escrevo, mas nunca com o mesmo número de horas. Muita coisa eu jogo fora, pois acho que a cesta de lixo é a grande amiga do escritor."
Fonte: Correio Braziliense, 31 ago. 1996. D.A. Press.

                                                     Rubem Alves
                                       
Educador, escritor e teólogo

A literatura é um processo de transformações alquímicas. O escritor transforma - ou, se preferirem uma palavra em desuso, usada pelos teólogos antigos, “o escritor transubstancia” – sua carne e seu sangue em palavras e diz a seus leitores: “Leiam! Comam! Bebam! Isso é a minha carne. Isso é o meu sangue!”. A experiência literária é um ritual antropofágico. Antropofagia não é gastronomia. É magia. Come-se o corpo de um morto para se apropriar de suas virtudes. Não é esse o objetivo da Eucaristia, ritual antropofágico supremo? Come-se e bebe-se a carne e o sangue de Cristo para se ficar semelhante a ele. Eu mesmo sou o que sou pelos escritores que devorei... E se escrevo é na esperança de ser devorado pelos meus leitores.

Fonte: ALVES, Rubem. A beleza dos pássaros em voo. In: ___________. Na morada das palavras. 3. ed. Campinas: Papirus, 2003. p. 66.

                                             Nilson José Machado
                              


Professor de Didática da Matemática da USP

A LEITURA, A ESCRITA, O LUXO

Ler, escrever e contar é o que deveria resultar dos estudos escolares, diziam nossos avós. No antigo Egito, a leitura era ensinada a todos, mas o ensino do cálculo não era generalizado e a escrita era destinada apenas aos filhos das classes dominantes. Em Roma, os escravos que conduziam tais crianças à escola eram chamados “pedagogos”. Em latim, paidòs é criança, e agogòs, condutor. Os pedagogos aprendiam a escrita para poder ajudar as crianças em seu aprendizado. Hoje, é incompreensível uma dissociação entre a leitura e a escrita. A expressão de si e a compreensão do outro são competências complementares. Ler é fundamental para seguir regras com consciência, mas a expressão pessoal é vital, e a escrita é essencial para isso. A oralidade esvanece, a escrita permanece. Animais comunicam-se oralmente; a peculiaridade do ser humano reside na escrita. É preciso ler e compreender o mundo, mas, na escola da vida, temos que assinar o livro de presença. Decididamente, a escrita não é um luxo.

Fonte: Disponível em: http://nilsonjosemachado.net/mileuma.html. Acesso em: 17 maio 2013.